FENDA RESIDENCIA
A Fenda Residência pode ser pensada como um organismo vivo: uma residência que se estabelece entre dois pontos fixos. Esses dois territórios funcionam como espaços de continuidade, memória e troca, enquanto a própria Fenda se abre para o deslocamento, permitindo acontecer também em outros contextos, geografias e realidades. Assim, ela não é apenas um lugar, mas um intervalo: um entre, um espaço de passagem e transformação.
Nesse sentido, a Fenda se configura como uma zona temporária de imaginação e criação. Um território suspenso das lógicas rígidas do cotidiano, onde artistas, pesquisadores e criadores podem experimentar, errar, propor e recombinar ideias sem a pressão da permanência. Sua autonomia reside justamente nessa capacidade de se reinventar a cada edição, adaptando-se aos corpos, às paisagens e às urgências que a atravessam.
Ao habitar diferentes espaços físicos, simbólicos ou afetivos, a Fenda expande seu alcance e tensiona noções tradicionais de residência artística. Ela se torna uma plataforma móvel de encontros e fricções, onde o deslocamento não é apenas geográfico, mas também conceitual. Cada nova localização abre uma fissura no território, ativando relações locais e gerando novas camadas de sentido.
A Fenda Residência cria brechas no tempo e no espaço para que outras formas de existência e produção possam emergir.
FENDA MARAJO
FENDA CHAPADA DIAMANTINA